Quando eu era criança eu falava que ia me casar com 18 anos, ter gêmeos – Mairon e Mayne – e vestir os 2 com roupa de marinheiro em alguma festinha de família num domingo ensolarado de sol... Ai eu fui me aproximando dos 18 e vi q era viagem da minha cabeça, eu ri. C/ 18 anos nunca tinha namorado, contava em uma mão os caras q já tinha ficado. Criava historias na minha cabeça, tipo: fiquei com fulano, ele me ama e nos vamos namorar, noivar e casar... Acreditava e era suficiente, era lindo. Lembro até hj das histórias e hj nem sei ao certo o q era verdade e o q foi invenção!
Ta, eu tirei da minha cabeça essa idéia de casar aos 18 e ter gêmeos, mas no fundo essa vontade só passou de um plano infantil pra um real. Não sei na realidade de quem, pq na minha, pff...
Um dos motivos que fizeram minha auto estima cair em fossas abissais e nunca mais voltar foi esse. A gente sonha, a gente cresce e vê que era a única que desejava e a única que não realiza (tenho amigas de infância se casando, amigas noivas, amigas grávidas/mães)... E a possibilidade de mudar minha sorte tá cada vez mais distante de mim. Uma dualidade de desejos... Ao mesmo tempo em que eu sei que quero mais que tudo na vida uma família, um marido, filhos, uma vidinha calma e normal, parece que eu to me desviando desse caminho pela certeza de querer viver isso tudo com um alguém especifico. Mas não é conciliável. Péra, Ellen, mas como não é conciliável? Você diz que já sabe o que quer e que já tem quem preencha esse querer, logo, mais que conciliável! Não?
Não!
Mas chegarei no meu limite antes de desistir de um ou outro lado. Tenho esperanças à lá “Pagando bem, que mal tem”, filme que eu vi fim de semana, que algum milagre divino faça minha vida entrar nos eixos de forma inesperada... A situação tá tão boa q a gente chora por dentro em comédia romântica querendo uma vida desastrada como a que Hollywood mostra, tsc. Só rindo...
Mas tô feliz pq hj vou ver o meu amor e tentar ter um momento feliz no meio da minha eterna turbulência!

Um comentário:
realmente. no meio da turbulência a gente tem que sentar e esperar que algum milagre divino faça a vida entrar nos eixos de forma inesperada. aham :)
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